sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Estrutura e Funcionamento do Músculo Esquelético

Estes músculos são órgãos compactos, com capacidade para se contraírem, que se encontram unidos às estruturas ósseas, sendo basicamente constituídos por dois tipos de tecidos: o conjuntivo e o muscular. O tecido conjuntivo, presente em praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo, proporciona o suporte e proteção aos tecidos mais especializados, enquanto que o tecido muscular é formado pelo agrupamento paralelo de inúmeras células ou fibras musculares, elementos muito finos e longos com a capacidade de se contraírem. As fibras musculares têm uma espessura média que oscila entre os 10 e os 100 micrómetros e um comprimento muito variável, já que em alguns músculos, como os que movimentam os pequenos ossos do ouvido médio, medem apenas poucos milímetros, enquanto que, por exemplo, no quadricípite crural, podem superar os 40 cm. Estas fibras musculares são revestidas por uma bainha muito fina de tecido conjuntivo denominada endomísio, encontrando-se agrupadas em grupos denominados feixes musculares. Estes feixes, com vários milímetros de espessura, encontram-se igualmente rodeados por uma outra camada de tecido conjuntivo, com a denominação de perimísio, por sua vez agrupadas num grupo mais carnoso que constitui o músculo propriamente dito. Tal como as fibras e os feixes musculares, os músculos também são, por seu lado, constituídos por uma bainha de tecido conjuntivo, o epimísio, que se encarrega da sua união e os protege dos atritos. Relativamente ao seu funcionamento, os elementos mais importantes deste conjunto são as fibras musculares, na medida em que, como já foi anteriormente mencionado, é nelas que é originado o fenómeno da contração. O músculo esquelético constitui, aproximadamente, 45% do peso corporal e é o maior sistema orgânico do ser humano, sendo um importante tecido na homeostasia bioenergética, tanto em repouso como em exercício. Representa o principal local de transformação e de armazenamento de energia, sendo o destino final dos sistemas de suporte primários envolvidos no exercício, como o cardiovascular e o pulmonar. Os músculos são responsáveis pelos movimentos do corpo. São constituídos por células alongadas (denominadas de fibras musculares) caracterizadas pela presença de grande quantidade de filamentos citoplasmáticos específicos. As células musculares apresentam grande desenvolvimento da função contractilidade e, em menor grau da condutibilidade. Esta especialização envolve alongamento das células, no sentido do eixo da contração, razão pela qual são vulgarmente ditas fibras musculares. Tipos de músculos Tecido Muscular Estriados ou Esquelético - Responsáveis pelos movimentos voluntários; Tecido Muscular Liso ou Visceral - Pertence à vida de nutrição (digestão, excreção, etc); involuntários; Músculo Cardíaco ou Miocárdio - Vermelho e estriado, porém, involuntário.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Espinal Medula

A espinal medula, é a principal via de comunicação entre o cérebro e o resto do organismo, e é uma estrutura cilíndrica de nervos que estende se da base do cérebro na direção descendente para terminar nas primeiras vértebras lombares. A medula é protegida pelas vértebras da coluna vertebral. Os trajectos ascendentes e descendentes das fibras nervosas da medula passam através das aberturas entre cada vértebra.
A espinal medula é muito organizada; os nervos estão ordenados em porções e não ao acaso. A parte anterior da espinal medula contém os nervos motores, que transmitem informação aos músculos e estimulam o movimento. A parte posterior e lateral da espinal medula contém os nervos sensitivos, que levam a informação sensorial ao cérebro através do tacto, da posição, da dor, do calor e do frio.
A espinal medula pode ser lesionada de muitas maneiras, produzindo diversos padrões de sintomas; estes padrões permitem que o médico possa determinar a localização (nível) da lesão espinal. As lesões da espinal medula podem ser consequência de uma secção da mesma ocorrida durante um acidente, uma compressão ou uma infecção. Pode sofrer danos quando é interrompido o fluxo sanguíneo ou por doenças que alteram a função nervosa (como quistos da espinal medula, espondilose cervical ou esclerose múltipla).
Existem alguns defeitos anatómicos congénitos, como a espinha bífida, ou determinados tumores, como as lesões traumáticas da espinal medula, que podem dar origem a graves problemas, tais como perturbações sensitivas e paralisias em zonas mais ou menos extensas do corpo, de acordo com a gravidade da lesão. No entanto, embora os problemas possam ser irreversíveis, em alguns casos, consegue-se obter uma progressiva recuperação, sobretudo quando o problema é precocemente detectado e se procede a uma terapêutica de reabilitação adequada.
Por outro lado, a danificação dos nervos periféricos pode provocar vários tipos de problemas ao nível da sensibilidade e da mobilidade, mais ou menos localizados de acordo com a doença que originou o problema. Na grande maioria dos casos, os problemas costumam afectar apenas uma parte do corpo, como acontece no caso das nevralgias, manifestando-se através de uma dor no trajecto de um nervo, e também no das paralisias periféricas, que se evidencia mediante a perda de mobilidade dos músculos inervados por um nervo específico.
De qualquer forma, por vezes, o problema é mais generalizado, como sucede em caso de miastenia grave, uma doença que se caracteriza por uma alteração na placa motora que se pode tornar bastante incapacitante, embora actualmente existam vários tratamentos que permitem controlar o problema. Para além disso, podem ser afectados vários nervos, como no caso das neuropatias periféricas, problemas que podem ser provocados por várias doenças metabólicas, tóxicas e de carência.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cerebelo

Embora classicamente considerado estar envolvido apenas na coordenação motora, o cerebelo tem mais recentemente sido também implicado no controle cognitivo. Estudos anatómicos do cerebelo têm mostrado ser associados ao pré-frontal e parietal occipito- áreas corticais associativas temporais, bem como para o sistema límbico, num circuito fechado. Estudos funcionais revelaram a ativação do cerebelo durante o desempenho em tarefas cognitivas não relacionadas ao movimento. Estudos de imagem Patológicas, morfológicas e funcionais têm demonstrado o cerebelo para ser uma das estruturas cerebrais afetadas em algum dos transtornos do desenvolvimento cognitivo e comportamental, como Déficit de Atenção com Hiperatividade, o autismo ea esquizofrenia. Estudos neuropsicológicos em pacientes com ataxia cerebelar degenerativa também mostrou disfunção cognitiva, principalmente do tipo executivo. Investigação realizada com pacientes, crianças e adultos com lesões focais do cerebelo ajudou a discriminar melhor o papel cognitivo das áreas específicas no cerebelo, revelando uma constelação característica de déficits cognitivos, afetando executivas, funções visuais-espaciais, linguísticas e comportamentais. No entanto, ainda há muito a ser explicado sobre a natureza precisa da contribuição do cerebelo para a cognição, em parte por causa da dificuldade em encontrar modelos de investigação adequadas. Estudos realizados em primatas têm contribuído para delinear melhor as conexões entre o cerebelo e domínios cognitivos corticais, mas é sempre incerto para transferir este tipo de dados para o cérebro humano. Estudos de imagem funcional, embora útil para investigar diretamente no modelo humano e em tempo real, no entanto, não são capazes de isolar completamente as funções cognitivas e comportamentais do cerebelo. Doenças degenerativas e de desenvolvimento não são o modelo mais adequado para o estudo da influência do cerebelo em funções mentais superiores, como eles afetam outras regiões além do cerebelo. Pacientes jovens com acidente vascular cerebral isolado cerebelar fornecer um modelo clínico útil para investigar funções cognitivas do cerebelo, porque elas permitem isolar no espaço e no tempo, a contribuição específica do cerebelo para os déficits cognitivos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sistema Nervoso



O sistema nervoso é o conjunto de nervos, gânglios e centros nervosos que asseguram o comando e a coordenação das funções vitais além da receção das mensagens sensoriais. É constituído pelo sistema nervoso central, que inclui o encéfalo e a espinal medula, e pelo sistema nervoso periférico, que inclui o sistema somático e o sistema autónomo. O sistema nervoso somático é composto pelos nervos sensoriais, que mantêm o corpo em contacto com o mundo exterior, e pelos nervos que comandam as reações do corpo a esse mundo exterior. O sistema nervoso autónomo controla o funcionamento interno do organismo - a respiração, o ritmo cardíaco e outras atividades fisiológicas -,além de determinadas reações físicas relacionadas com emoções.
No sistema nervoso central, a espinal medula é a parte do eixo cérebro espinal com aspeto de cordão branco, subcilíndrico, que apresenta dois sulcos profundos, um anterior e um posterior, e alguns sulcos laterais. Encontra-se alojada no canal raquidiano da coluna vertebral. O encéfalo é composto por cérebro, cerebelo e tronco cerebral (ou bolbo raquidiano). A inteligência, a capacidade de aprender e de julgar, residem nas duas metades - hemisférios -que constituem o cérebro. Este ocupa inteiramente a parte superior do crânio. O cerebelo tem 1/8 do volume do cérebro e as suas funções principais são a manutenção do equilíbrio e a coordenação da atividade muscular. O tronco cerebral inclui o tálamo e o hipotálamo, que regulam as sensações de fome sede, sono e comportamento sexual; o mesencéfalo e a ponte, que transferem impulsos de um local para outro do encéfalo; e a medula, que comanda a respiração, a pressão sanguínea, os batimentos do coração, entre outras atividades vitais. Para um bom funcionamento, o encéfalo requer um ambiente controlado e imutável. Se as quantidades de substâncias químicas de que necessita não forem constantes, ou se for exposto a substâncias estranhas, o encéfalo comessa a funcionar anormalmente, com consequências imprevisíveis. Como a corrente sanguínea transporta um certo número de substâncias potencialmente nocivas ao encéfalo, o contacto com estas de certeza provocaria estragos. No entanto, este órgão é diferente de todos os outros, pois está dotado de um sistema de proteção especial, denominado barreira hemato-encefálica. Esta proteção impede as substâncias químicas, formadas por grandes moléculas, de passarem do sangue para o encéfalo. Tal deve-se ao facto de os vasos sanguíneos de menor diâmetro, que no resto do corpo são esponjosos, não o serem no encéfalo, pois as células destes estão fortemente ligadas entre si. No entanto, as substâncias formadas por moléculas de pequenas dimensões, como o oxigénio, o álcool etílico, a maioria dos anestésicos, transpõem facilmente a barreira. É deste modo que o encéfalo recebe oxigénio e é também esta a razão pela qual uma pessoa se embriaga ou é anestesiada. Cerca de 10% das células do sistema nervoso são neurónios, os quais, por ação de estímulos, dão origem a impulsos elétricos transmitidos, de neurónio em neurónio, através das sinapses. Quando uma parte do encéfalo envia uma mensagem, utiliza dois tipos de energia - a elétrica e a química. A eletricidade transporta a mensagem dentro das células nervosas. Estas passa uma mensagem de uma célula para outra, não por contacto, já que entre as células existe um intervalo ou sinapse, mas através de uma substância química designada neurotransmissor, que surge na extremidade da célula assim que a mensagem se aproxima da sinapse. A energia elétrica, que até aí fizera mover a mensagem, é cortada e esta é transportada pelo neurotransmissor através do canal, até à próxima célula do percurso. Aí, a eletricidade surge de novo, repetindo-se o processo, até a mensagem atingir o destino. Uma mensagem, ou melhor, um impulso nervoso, leva de um a três milésimos de segundo a fazer a travessia química. Este transporte é mais lento que a transmissão elétrica, mas é acelerado se tomarmos uma chávena de café, uma vez que a cafeína ativa o processo. Há cerca de 30 neurotransmissores diferentes, produzidos por diferentes partes do encéfalo. As células nervosas que possuímos já estão presentes no nosso corpo quando nascemos, pelo que, se uma morre não é substituída. No entanto, as células nervosas estão em número tão elevado que cada pessoa possui o suficiente para uma vida inteira. Embora o corpo da célula não possa ser substituído, algumas ramificações podem regenerar-se. Existem curto-circuitos, na espinal medula, que processam sinais sem esperar instruções do cérebro. O movimento súbito e brusco da perna aquando da martelada no joelho é um desses reflexos. A percussão no tendão do joelho origina um sinal que é enviado ao cérebro. Este, quando chega à espinal medula, é intercetado. É então enviado um sinal, ao músculo da perna, sinal esse que origina a contração do músculo e consequente movimento da perna. Este é um teste que se realiza para testar a ligação correta à medula. A este curto-circuito dá-se o nome de arco-reflexo.
Cada metade do cérebro é especialmente dotada para determinadas funções. O hemisfério direito comanda o lado esquerdo do corpo e vice-versa. Além disso, o hemisfério esquerdo é especializado na linguagem, matemática e pensamento, enquanto o hemisfério direito é especializado na perceção do espaço, na apreciação da música, das artes, no pensamento intuitivo e na criatividade. De um modo geral, cada hemisfério tem um estilo próprio - o esquerdo tende a ser racional, lógico e analítico e o direito tende a ser emocional, intuitivo e generalizado.






quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Apresentação

Olá a todos.
Sou o Nelson Soares, tenho 15 anos, sou aluno do Agrupamento ESPAMOL, e este blog foi criado para publicar os meus trabalhos de Gestão Desportiva.
Sejam Bem-Vindos a este espaço